segunda-feira, 21 de setembro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Quatro argumentos da direita em defesa das drogas
A descriminalização do porte de drogas, que o STF debate hoje, costuma ser uma bandeira da esquerda. Mas os seus melhores argumentos vêm do outro lado da política
Por: Leandro Narloch
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Google+Enviar por e-mailVer comentários (74)
1. O argumento conservador
Será que Edmund Burke, o pai do conservadorismo inglês, seria contra a legalização das drogas? Suspeito que não. Burke não era contra mudanças sociais, e sim contra a tentativa de redesenhar toda a sociedade a partir de teorias de gabinete, como fizeram os revolucionários franceses. Os políticos, dizia Burke, devem legislar para homens reais, e não homens imaginários; para as pessoas como elas são, e não como devem ser.
E as pessoas reais, de qualquer cultura ou época, usam drogas legais ou ilegais.
Talvez Darwin ajude a explicar o motivo de humanos gostarem tanto de drogas. A seleção natural legou ao homem padrões de pensamento nem sempre agradáveis. No Paleolítico, tinha mais chance de sobreviver e gerar descendentes quem se preocupava, imaginava ameaças, antecipava ataques, temia ser rejeitado pelo grupo e ficar sozinho. É como se tivéssemos um pequeno rádio grudado na testa repetindo, sem parar: “o pedaço de mamute que você caçou na semana passada está acabando”, “você deveria ter investido em dólares”, “com essa pontaria, da próxima vez não te chamam pra caçar mamute”, “o Laurentino vende muito mais livros que você”, “aquele leopardo vai invadir a caverna e levar o seu filho embora”.
É por isso que toda sociedade humana usa drogas. É um direito legítimo tentar se livrar desse pesadelo evolutivo pelo menos em ocasiões especais, por pouco tempo. Barrar esse direito é legislar para um homem irreal – e atentar contra tradições que os conservadores tanto prezam.
2. O argumento individualista
Projetos coletivos, sejam eles a cidade sem carros, a cruzada aos infiéis, a sociedade igualitária ou totalmente sóbria, não devem se sobrepor à liberdade individual. O cidadão tem todo o direito de recusar contribuir com um projeto da maioria – porque a liberdade individual é em si própria o bem público mais valioso.
3. O argumento do mercado eficiente
Não é certeza que a legalização provoque um aumento do consumo e dos problemas relacionados a drogas. Mas digamos que sim, que o número de viciados se multiplique depois de uma legalização completa. Isso criaria uma enorme oportunidade de mercado. De um lado, empreendedores concorreriam entre si para produzir produtos com menor teor (foi o que aconteceu depois da liberação do álcool, nos Estados Unidos). Do outro, médicos, bioquímicos e farmacêuticos investiriam bilhões em pesquisa para ganhar dinheiro curando viciados. Já há diversas iniciativas assim. Por exemplo, o médico brasileiro André Waismann, radicado em Israel, descobriu um método de menos de uma semana para reduzir o vício em opiáceos (heroína e morfina). O combate ao vício de cigarros já está estabelecido, à base de antidepressivos e adesivos de nicotina. Num mundo onde o consumo de drogas é livre, haveria muito mais dinheiro para inovações como essa. Em pouco tempo, resolveríamos a dependência como se ela fosse uma gastrite – comprando um remédio de R$ 8,90 na farmácia.
4. O argumento elitista
Proibir as drogas é nivelar por baixo – restringir a liberdade dos bravos e fortes, que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas, em nome dos impotentes que se tornariam viciados. Uma sociedade pode ser caridosa com os fracos, mas não deve se guiar por eles. Proibir as drogas em nome de potenciais viciados é cultuar a mediocridade. O elitismo deixa a sociedade mais perigosa, é verdade – e também muito mais interessante.
@lnarloch
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
JOAQUIM LEVY VAI DAR O FORA - E AGORA DILMA? - RAFAEL BRASIL
Estão noticiando especulações sobre a saída de Joaquim Levy do comando da economia. Ele sozinho não pode fazer o ajuste fiscal, simplesmente porque já nem existe governo. E sem o ajuste, as coisas pioram, e muito. Como sabemos tudo pode piorar, sobretudo quando falamos do Brasil.
Além do ajuste, o país precisa de uma agenda. Não só de ajuste fiscal, mas de uma ampla reforma do estado e das instituições democráticas.
Os políticos, todos com medo da lava jato, não sabem o que fazer. A oposição não faz oposição, e Lula ainda reclama deste "barulho". Na verdade todos estão é com medo das ruas, e não sabem como responder aos anseios do povo.
Pode haver uma saída através de um acordão. Porém, enquanto o tempo passa, fica mais difícil. Então partiremos para o imponderável, o que até pode ser bom com a pressão vindo do povo, que não aguenta mais sustentar o estamento burocrático sustentado pelos políticos.
Se não forem feitas reformas, sobretudo as liberais, o país não anda. E infelizmente não temos lideranças neste campo, mas as ruas podem catapultar uma, ou mesmo várias.
Gente nova, com ideologias que preguem os ideais do liberalismo. Econômico e político. E que a sociedade passe a controlar o estado. É difícil, mas quem disse que as mudanças mais substanciais são fáceis? Vamos manter as esperanças, bater panelas e sair pelas ruas pacificamente, correndo atrás do boneco "Pixuleco". Sem essa turma, o Brasil pode ter jeito.
Gente nova, com ideologias que preguem os ideais do liberalismo. Econômico e político. E que a sociedade passe a controlar o estado. É difícil, mas quem disse que as mudanças mais substanciais são fáceis? Vamos manter as esperanças, bater panelas e sair pelas ruas pacificamente, correndo atrás do boneco "Pixuleco". Sem essa turma, o Brasil pode ter jeito.
Gilmar Mendes ridiculariza janot, que quis engavetar denúncias contra Dilma - Rafael Brasil
Janot, arquivou o pedido de investigação das roubalheiras petistas, no caso de uma gráfica fantasma que movimentou dinheiro do petrolão a mando da máquina corruptora do partido, que infestou completamente todos os órgãos do estado.
Pixulecos na ordem de cerca de 26 milhões. Mixaria para os padrões petistas, mas a roubalheira foi tão grosseira, que deixaram marcas em todo canto. A tal gráfica não existe. Nem a fachada. Uma pobre senhora serviu de laranja, e, como muitos, nestes casos escabrosos de lavagem de dinheiro, não sabia de nada. Até pela natural ignorância, por se tratar de uma pessoa muito humilde.
Gilmar Mendes e outros ministros do TSE vão prosseguir alegremente a investigação e já pediram ação da polícia federal, que aliás está se tornando o xodó dos brasileiros, juntamente com Sérgio Moro.
E isto é ótimo porque incentiva a outros membros do estado, que ainda não foram aparelhados pelo partido a defender o país e suas instituições. Que estão em perigo diante da avassaladora corrupção esquerdista causando uma verdadeira repulsa de toda a sociedade. Bem feito.
Por trás de tudo isso tem , claro, a questão política. A ninguém interessa o esfacelamento do estado brasileiro e de suas frágeis instituições por causa de um verdadeiro exército de bandidos. É isso mesmo. O PT quis institucionalizar a bandidagem, como se isso fosse possível. E bandidos nunca estiveram realmente imbuídos de quaisquer espírito republicano.
E estes milhares de bandidos esquerdistas ainda seguem o velho manual trotskista de que pela revolução vale tudo. Só que o velho comunista russo, ao que parece, não roubou, nem roubava para si. Nem nunca quis se transformar num burguês, encantado pelos valores consumistas.
Estes cabras safados luxam com o dinheiro do povo, desde quando sindicalistas. Na verdade a ideologia só serve para justificar as safadezas nunca antes imaginadas.
Mas hoje, dentre outras coisas tem a internet. E o povo não quer remendos nem acordos de cúpula. Querem reafirmar os verdadeiros espíritos republicanos. Só um canalha achincalha as maiores manifestações da história nacional, de forma ordeira e pacífica, nacionalista, no que pode ter o nacionalismo de bom no sentido de uma união do povo. Que manda recados bem explícitos aos políticos de todas as matrizes. Ou mudamos o estado e a política, ou afundaremos na mais pura obscuridade.
Os políticos estão nervosos, porque acostumados a velhas práticas, nefastas desde os primórdios da república, não querem mudar. É àquela história da chamada revolução de 30, se não me engano proferida por Juarez Távora: Façamos a revolução antes que o povo a faça". Só que agora, enquanto passa o tempo e a crise econômica se avoluma o povo pode e deve atropelar os conchavos. O povo cansou. Do Oiapoque ao Chuí. Antes tarde do que nunca. Se fosse político, botaria logo minhas barbas de molho
domingo, 30 de agosto de 2015
DIREITA VOLVER - Rafael Brasil
O Brasil precisa
urgentemente se endireitar. Literalmente. Dar uma guinada à direita. E é
preciso ter orgulho de ser direitista. A demonização da direita tem pelo menos
quatro décadas de trabalho intenso pelos mais diversos agentes políticos e
ideológicos esquerdistas, sobretudo nas instituições educacionais do estado.
Alguns transformados em meros agentes ideológicos esquerdistas.
A direita a que me refiro é
conservadora e liberal. Temos que conservar o que é bom, como no caso da
família, e liberar o possível, o povo das garras do estado mastodôntico,
prisioneiro do terrível estamento burocrático. Em poucas palavras, menos estado
e mais cidadão. Menos burocracia e mais incentivo ao trabalho e ao
empreendedorismo. Mais abertura econômica, e agressividade no encaminhamento de
acordos internacionais com países que realmente contam, liderados pelos Estados
Unidos e a aliança ocidental. E lutar pela real abertura de mercados nas
américas.
Muitos dizem que o Brasil
sempre foi governado no século XX pela direita. Decerto, mas sempre esteve
longe de ser uma direita liberal
sobretudo nos aspectos econômicos. Desde o getulismo que temos uma
crescente preponderância do estado sobre a sociedade. Nossa direita sempre
foi pelo menos no século XX, de cunho
nacionalista. A centralização varguista foi confrontada , mesmo que de forma
maio caótica, com a revolta paulista de 1932, esmagada pelo exército, que era quem de fato dava às cartas na política
brasileira desde o golpe republicano.
Na monarquia, os civis
controlavam o exército. Depois da Guerra do Paraguai, o exército ganhou
musculatura, com uma influência decisiva do positivismo republicano. Só que nosso
republicanismo sempre foi autoritário. E o exército adotaria o positivismo até
a ditadura militar, nos tenebrosos tempos da guerra fria.
Os militares que deram o
golpe de 64 eram essencialmente positivistas. Castelo Branco, o mais cerebral,
deu um sopro de liberalismo econômico, e dizem inúmeros analistas, que queria
entregar o poder aos civis. Veio Costa e Silva com os duros do regime, mais
fortalecidos pela esquerda autoritária e terrorista. Depois o Ato Institucional
número 5 deu um golpe duro nos democratas, endurecendo o regime. Médici
colheria os frutos do boom da economia internacional, investindo massivamente
na infraestrutura, fazendo o país crescer até a taxas de 11% ao ano. Era os
tempos do chamado eufemisticamente pelos militares “milagre econômico”.
Com Geisel, foi reforçado o
nacionalismo econômico, com uma verdadeira ampliação das empresas estatais. Nem
Brizola faria tanto. A respeito o tal modelo dilmista guarda certas
características dos tempos de Geisel. Ampla ampliação da participação do estado
na economia, e favorecimento de determinados grupos econômicos privados pelo
estado. A crise do petróleo de 1973 acabou a farra desenvolvimentista. Em
poucas palavras, cadê o liberalismo?
Só Fernando Henrique, um
esquerdista moderado deu uma pequena abertura na economia, com algumas poucas
privatizações e acenos para uma reforma do estado. Com a estabilização da moeda
com medidas consideradas conservadoras, o Brasil se mexeu. Lula no primeiro
mandato, ainda manteria os chamados fundamentos macroeconômicos, mas com a
popularidade, pensou que sabia das coisas. Com Dilma a esquerda assumiu a
economia de vez. Tai o resultado.
Da crise deve sair novas
lideranças no campo da direita liberal. Porém é preciso tempo, pois o
aparelhamento do estado pelas esquerdas é antigo. Remonta os tempos do regime
militar o aparelhamento não só do estado, mas da imprensa e dos meios de
comunicação. Ademais, em muitos momentos a ditadura não foi tão dura assim.
Tive alguns parentes comunistas que
trabalharam alegremente em empresas estatais nos tempos dos milicos. Nenhum foi
incomodado, pois os nacionalismos convergiam, pelo menos em alguns aspectos
econômicos. A direita positivista e nacionalista e a esquerda, nacionalista
porque auto intitulada de anti-imperialista, no caso contra os Estados Unidos,
claro, além de outras baboseiras.
O renascimento desta nova
direita revela um Brasil menos dependente do estado. Mais indivíduo menos
estado. Que o estado seja amplamente reformado e controlado pela sociedade.
Temos que estimular esta virada que significaria a verdadeira revolução para o
povo brasileiro. Que ainda crê que o estado tudo pode e deve resolver. E que
toda a juventude sonha em ser barnabé. Uma lástima!
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Imagens chocantes denunciam tráfico de órgãos de bebês humanos nos EUA
Por trás do tráfico de tecidos fetais mantido pela maior organização abortista dos Estados Unidos, esconde-se um tema ainda mais espinhoso: a banalização da própria vida humana.

Nas últimas semanas, a Planned Parenthood Federation of America (PPFA), a maior provedora de abortos dos Estados Unidos, foi alvo de uma denúncia, realizada pela associação pró-vida Center for Medical Progress (CMP), segundo a qual as suas clínicas estariam se beneficiando economicamente da venda de órgãos e tecidos de bebês abortados – a qual é punida como crime federal, segundo a lei americana.
Até o momento, cinco vídeos foram divulgados. Eles foram filmados por investigadores do CMP, que se disfarçaram de integrantes de uma companhia de biologia humana. Durante as conversas com altos funcionários da Planned Parenthood – às quais se seguiram incursões no interior das próprias clínicas da organização –, há cenas e declarações realmente assustadoras, que fariam corar os abortistas mais entusiastas (não fossem tão grandes a sua deformação moral e obstinação no erro).
"Leis podem ser interpretadas"
No primeiro vídeo, publicado no dia 14 de julho e sobre o qual já se falou aqui, a diretora sênior da PPFA, Dra. Deborah Nucatola, admite tranquilamente – enquanto degusta um vinho e come uma salada – que os médicos da instituição adaptam o procedimento de aborto, a fim de assegurar que os órgãos requeridos pelas indústrias de "experimentação fetal" não sejam destruídos. "Eu não vou destruir essa parte. Vou basicamente quebrar embaixo, em cima e ver se consigo pegar tudo intacto", eles dizem.
Nucatola também revela como Planned Parenthood faz para burlar a lei norte-americana que proíbe o aborto realizado "por nascimento parcial". Em um procedimento desse gênero, assim como nos métodos mais usados de dilatação e evacuação, o colo do útero da mulher é dilatado com pequenas lâminas que expandem gradualmente. Então, ela é mandada para casa. A morte e retirada do feto, propriamente ditos, são feitos um dia ou dois depois da introdução das lâminas, quando elas tiveram tempo suficiente para expandir.
Esse método de aborto foi proibido nos Estados Unidos por meio do Partial-Birth Abortion Ban Act, de 2003, assinado pelo então presidente George W. Bush. Para os aborteiros da PPFA, no entanto, "a proibição do aborto parcial é uma lei e leis podem ser interpretadas", revela Nucatola. "Então, se eu digo que no primeiro dia não tenho a intenção de fazer isso, o que acontece no fim não importa."
"Eu quero uma Lamborghini"
Uma semana depois, no dia 21 de julho, o CMP divulgou mais um vídeo. A protagonista da vez foi a presidente do conselho de diretores da Planned Parenthood, Dra. Mary Gatter. Perguntada pelos atores "quanto ela esperaria por um tecido (fetal) intacto", ela rebate: " Bem, por que não começa você me dizendo o quanto está acostumado a pagar?"
Embora ela reitere várias vezes que "não estamos nisso pelo dinheiro" e que "o dinheiro não é o importante", o diálogo se transforma em um verdadeira negociação. O acordo evolui de 75 para 100 dólares por amostra, mas, ao fim do almoço, Gatter sugere que o preço não é suficiente. "Deixe-me apenas saber quanto outros estão ganhando, e se estiver na faixa, então está bem, mas se ainda estiver baixo, então podemos subir o valor", ela diz. "Eu quero uma Lamborghini."
No dia 28 de julho, foi lançado o primeiro vídeo de um documentário chamado Human Capital, com a participação especial da flebotomista Holly O'Donnell. Essa jovem foi contratada pela companhia de biotecnologia Stem Express, ligada ao tráfico de órgãos e tecidos mantido pela PPFA. "Eu pensava que iria apenas extrair sangue, não retirar tecido de fetos abortados", ela conta.
Em seu primeiro dia de trabalho em uma clínica da Planned Parenthood, ela entrou em choque quando lhe pediram que dissecasse um feto recém-abortado. Por seis meses, o seu trabalho era identificar mulheres grávidas que preenchessem as condições dos pedidos feitos pela empresa de tecidos. Depois do procedimento, ela coletava o material. "Por qualquer coisa que adquiríssemos, eles obtinham uma certa porcentagem", ela afirma. "A enfermeira principal estava sempre confirmando se tínhamos pego nossas amostras. Ninguém além dela se importava, porque ela sabia que Planned Parenthood estava faturando com isso."
"É outro menino!"
O quarto vídeo da série foi publicado no último dia 30 e é "estrelado" pela diretora médica da clínica de Rocky Mountains, Dra. Savita Ginde. Em uma das declarações mais chocantes de toda a investigação, ela deixa subentendido que a sua clínica também coleta tecidos de bebês nascidos vivos. "Se algumas (mulheres) dão à luz antes que a gente consiga examiná-las para um procedimento – ela diz –, então eles (os bebês) saem intactos".
Dentro do laboratório de uma clínica, enquanto alguns funcionários usam um prato para separar pedaços do corpo de um feto, Ginde diz aos falsos compradores que preferiria receber o pagamento pela parte do corpo coletada, ao invés de uma taxa fixa padrão para todo o material."Eu acho que um negócio por peça funciona um pouco melhor, porque assim podemos ver o quanto podemos ganhar com isso", ela afirma.
Ao fim do vídeo, uma voz no fundo revela o sexo da criança que acabou de ser assassinada: " It's another boy! – É outro menino!".
"Tudo não passa de uma questão de alinhar os itens"
No mais novo vídeo, divulgado esta semana pelo CMP, Melissa Farrell, diretora de pesquisa da filial da PPFA em Gulf Coast, admite que os aborteiros algumas vezes conseguem corpos "intactos" de bebês para coleta de órgãos e experimentação científica. Para tanto, eles adaptam o procedimento de aborto, a fim de atender aos pedidos das companhias de biologia. "Alguns dos nossos médicos", ela conta, "fazem isso de modo a conseguir as melhores amostras, então, eu sei que isso pode ser feito."
Farrell diz aos falsos compradores que eles poderiam receber as partes que quisessem, contanto que a companhia pagasse mais por uma melhor qualidade das amostras e pelo esforço extra dos aborteiros. "Se nós alterarmos nosso processo – e nós somos capazes de obter cadáveres fetais intactos –, podemos incluir isso no orçamento" para cobrir "as dissecações" e "dividir as amostras em várias remessas", ela diz. "Tudo não passa de uma questão de alinhar os itens."
Os últimos minutos do vídeo mostram imagens exclusivas dos investigadores dentro de um laboratório da PPFA, vasculhando as partes de um bebê de 20 semanas. No prato, é possível ver mãozinhas e pezinhos claramente desenvolvidos, enquanto o investigador levanta um pequeno pulmão com uma pinça. "Às vezes eles saem realmente intactos", diz uma aborteira aos falsos compradores.
Aparentemente, há ainda outros vídeos para serem publicados, mas esses são suficientes para mostrar a indústria de morte por trás da Planned Parenthood. "Qualquer um que assista a esses vídeos sabe que a organização está envolvida em práticas bárbaras e abusos de direitos humanos que têm que acabar", diz David Daleiden, o homem por trás das câmeras da CMP. "Não há nenhum motivo para que uma organização que se serve de métodos ilegais de aborto para vender partes de bebês e comete esse tipo de atrocidades contra a humanidade ainda receba mais de 500 milhões de dólares todos os anos dos contribuintes americanos."
A associação Center for Medical Progress, bem como várias outras organizações pró-vida dos Estados Unidos, estão usando os vídeos em questão para pedir a retirada de fundos da PPFA. O governo Obama é parceiro da empresa e já apareceu publicamente defendendo os serviços prestados por ela. Se fica comprovado que a organização está lucrando com o tráfico de órgãos e tecidos humanos – prática que é proibida pela legislação penal norte-americana –, é mais fácil pedir o fim do seu financiamento.
O que está em jogo

Embora o debate nos EUA pareça concentrar-se em uma questão meramente técnica – se a Planned Parenthood está ou não lucrando com o comércio de fetos abortados –, o que está em jogo é uma realidade muito mais séria, que diz respeito à própria dignidade da vida humana.
Os homens do século XXI já não veem mais a pessoa humana como um ente sagrado. Habituaram-se a tratar alguns indivíduos – nomeadamente, os embriões e os não-nascidos – como "cidadãos de segunda categoria". É isso o que está por trás do aborto e do tráfico de cadáveres humanos mantido pela PPFA. Se o que eles fazem com os tecidos e os órgãos de um feto fosse feito com um ser humano adulto, brutalmente assassinado e manipulado para satisfazer os desejos de um comércio ilegal, a sociedade certamente se escandalizaria. (Talvez não tanto quanto se comoveu com o caso do leão Cecil, no Zimbábue, mas isso é tema para outro artigo.) Por que, então, não reage à manipulação de embriões humanos e à venda de partes de seus cadáveres? Qual a diferença essencial entre um ser humano não-nascido e um adulto?
A resposta científica é: nenhuma. No juízo do reconhecido geneticista Dr. Jérôme Lejeune, "se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia se tornar um, pois nada é acrescentado a ele".
A resposta moderna, no entanto, reproduz um argumento perverso, argumento que levou milhões às câmaras de gás e aos gulags soviéticos no século passado. É o discurso de que algumas pessoas merecem viver mais do que outras. Se, antes, a eugenia discriminava por origem étnica ou condição social, agora segrega os indivíduos por sua idade: "se nasceu, vive; se não nasceu, pode matar". Essencialmente, porém, os crimes são os mesmos: genocídio em massa, abuso e descarte de seres humanos, desprezo pela vida dos mais frágeis.
Contra uma civilização que suprime diretamente e sem nenhum remorso a vida de seus membros indefesos, é inútil lembrar que "os cadáveres de embriões ou fetos humanos, voluntariamente abortados ou não, devem ser respeitados como os restos mortais dos outros seres humanos" [1]. Quem não entende por que jamais se pode provocar diretamente a morte de um inocente [2] – nem para alegadamente salvar a própria vida, quanto menos para consolidar um pretenso "progresso científico" –, tampouco entenderá por que não se pode manipular arbitrariamente o coração, as vísceras e os membros de um corpo humano.
Talvez algumas pessoas não percebam a gravidade dos vídeos exibidos acima, e a alguns cheguem a soar "alarmistas" as críticas dos pró-vida à Planned Parenthood. Isso é o sinal de que, nessa matéria, estamos muito perto do fundo do poço – se é que ele tem fundo.
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
domingo, 2 de agosto de 2015
Missão Rosetta: cometa é uma ‘sopa orgânica congelada’
Sete estudos publicados nesta quinta-feira (30) na revista 'Science' fazem o retrato mais preciso do cometa onde pousou o robô Philae, levado pela sonda Rosetta
Por: Rita Loiola - Atualizado em
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Google+Enviar por e-mailVer comentários (0)
- 118Imagem do cometa 67P feita por Philae durante a descida, a 3 quilômetros da superfície (Foto: ESA/Rosetta/Philae/ROLIS/DLR/Divulgação)
Uma série de estudos publicados nesta quinta-feira (30) na revista Science fez o retrato mais preciso até o momento do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, onde pousou o robô Philae, entregue pela sonda Rosetta, em novembro do ano passado.
Os cientistas descrevem em sete artigos os detalhes do pouso (Philae inesperadamente 'quicou' duas vezes antes de se ancorar no cometa), aspectos do interior e da superfície do cometa e, o mais revelador, sua composição. Na definição dos pesquisadores envolvidos nos estudos, o cometa parece uma 'sopa orgânica congelada', com moléculas que podem ser consideradas precursoras da vida na Terra. Um planeta com condições favoráveis à vida que recebesse o cometa poderia provocar a multiplicação desses compostos que, no futuro, talvez gerassem algum processo vital.
LEIA TAMBÉM:
Compostos orgânicos - Feito pelos restos de um sistema solar de 4,5 bilhões de anos, o 67P é composto em sua maior parte de gelo (são cinco vezes mais gelo que rochas), tem uma superfície granulada e fofa que recobre um interior duro. Parece uma esponja, muito porosa, com 75% a 85% do volume total feito de espaços vazios.
Todo esse corpo é rico em moléculas orgânicas, mais variadas que o esperado. Os instrumentos Cosac (Cometary Sampling and Composition) e Ptolemy, responsáveis por colher e analisar amostras da superfície, encontraram dezesseis compostos orgânicos. Desses, quatro (metil-isocianato, acetona, propionaldeído e acetamido) jamais tinham sido identificados em um cometa. Ele seria assim uma "sopa primordial congelada", nas palavras do astrônomo Ian Wright, responsável pelo instrumento Ptolemy, o que significa, em outras palavras, uma "sopa orgânica congelada".
De acordo com os cientistas, algumas dessas moléculas são consideradas como possíveis de dar origem à vida, pois intervêm na formação de aminoácidos essenciais e de bases nucleicas.
Segundo algumas teorias, os cometas podem ter sido os responsáveis por trazer a água ou até mesmo vida à Terra. Um dos principais objetivos da missão Rosetta era verificar a composição do gelo que forma o 67P, pra ver se corresponde à composição de isótopos da água da Terra (veja outros detalhes em reportagem a ser publicada neste fim de semana no site de VEJA). Um estudo publicado em dezembro do ano passado também na Science mostrou que a água do cometa é diferente da existente em nosso planeta.
Contudo, os cometas são um objeto de estudo importante por serem considerados "restos" da formação do Sistema Solar que continuam vagando pelo Universo. A composição química desses corpos celestes proporciona informações cruciais sobre a matéria presente nos primeiros instantes de nossa galáxia, cujo estudo tem grande importância do ponto de vista geológico, pois apresenta algumas das chaves para se entender como aconteceu sua formação.
"Dizer que a água do 67P é diferente da existente na Terra não elimina a teoria de que os cometas poderiam ter trazido água e/ou vida para nosso planeta. Ele é apenas um dos cometas vagando pelo Universo e a presença das moléculas orgânicas é uma pista importante", diz Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Afinal, os cometas se formaram nos confins do Sistema Solar, onde a temperatura é muito baixa e eles podem manter em sua composição materiais como metano ou amônia."
Aspectos do cometa - Até a 'quicada' de Philae foi importante para os cientistas, que conseguiram analisar mais que uma região do cometa. De acordo com os estudos, depois de pousar na região designada para a aterrissagem, que tem uma camada de aproximadamente 25 centímetros, macia e arenosa, o módulo foi parar sobre uma área distante, de consistência rochosa, à beira de uma cratera e em um terreno desnivelado.
Há evidências de erosão na superfície, semelhante à causada pelos ventos na Terra. As medições dos sensores sugerem que a cabeça do cometa tem uma composição bastante homogênea e seu interior é uniforme.
Os cientistas ainda não analisaram todos os dados enviados pela missão, que foi prolongada até setembro de 2016. Os cientistas discutem a possível aterrissagem da nave Rosetta no mesmo ponto onde está o robô Philae, para, talvez, aproveitar mais dados. A sonda estava silenciosa desde o fim do ano passado e, em junho, despertou. No entanto, há algumas semanas os cientistas não conseguem estabelecer conexão com o módulo, levantando suspeitas de que ela pode ter mudado de posição novamente.
Assinar:
Postagens (Atom)