sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ministro Mantega: Não dá para levar a sério.

Ontem meu amigo preferido do PT me ligou para dizer que não estava satisfeito com o tom da minha critica ao governo. Ele me falou que sempre procurei defender minhas opiniões sem ser muito passional e que, agora, estava sendo muito radical.
Pedi desculpas, mas argumentei que não há como ser “menos passional” quando se vê o tipo de propaganda de baixo nível que o PT vem patrocinando ao longo desta eleição com ataques pessoais a todos os adversários políticos que são considerados inimigos.
Aqui, em Brasília, a coligação do governo se autodenominava do “time do bem”, como se todos os outros fossem do “time do mal”. É esse tipo de reducionismo do bem contra o mal, dos heterodoxos contra os ortodoxos, dos que defendem o social contra os que defendem interesses do mercado que irritou não apenas a mim mas muito dos meus amigos que assumiram cargos de confiança no governo Lula.
Me preocupa nesta eleição o clima de Fla-Flu, um país dividido e polarizado que precisará passar por um forte processo de ajuste que o governo nega. No governo Dilma, a Div Bruta do Setor Público já cresceu 7 pontos do PIB, 3,4 pontos apenas este ano, e a Div. Liquida do Setor Público já cresceu 2 pontos do PIB este ano. Como não existe mais superávit primário e o crescimento do PIB no biênio 2014-2015 será de 0,5% ao ano, a tendência é que a divida bruta e liquida continuem crescendo pelo menos até o próximo ano.
Apesar deste cenário para lá de complicado, o que se vê é o demitido, mas ainda no cargo, ministro da fazenda , Guido Mantega, usando toda a sua capacidade de retórica para falar mal do economista Armínio Fraga e assustar a população quanto a um eventual governo Aécio Neves – cliquem aqui para ler a entrevista do ministro (demitido) Guido Mantega ao jornalista Fernando Dantas na Broadcast.
Logo na primeira na primeira resposta o ministro fala que:
“Se houver a vitória da situação, nós teremos uma grande chance de iniciar um novo ciclo de expansão da economia brasileira, que já se configura desde agora. Mas se o candidato da oposição ganhar a eleição, se o ministro da Fazenda for o Armínio (Fraga), nós teremos uma grande chance de colocar o País numa recessão” 
Mantega não é mais um ministro da fazenda. Ele passou a ser um cabo eleitoral que falta com a verdade e não reconhece os erros do seu governo. Não dá para sentar e discutir com pessoas que falam como se o Brasil não tivesse problemas e querem levar o debate para os homens do bem, que promovem a expansão do crédito subsidiado para todos e desonerações seletivas, contra os homens do mal que querem fazer um ajuste, como se o cenário de não ajuste fosse possível.
Mantega fala que: “Um dos carros-chefes dessa nossa recuperação econômica e da transição para um novo ciclo de expansão é um grande programa de infraestrutura.” Há alguma prova sobre isso? Absolutamente nenhuma.
Cláudio Frischtak da Inter.B consultoria mostra que os investimentos anuais em infraestrutura no governo Dilma será de 2,41% do PIB (média dos quatro anos de governo) e muito próxima as décadas anteriores. Deveríamos investir 3% do PIB apenas para manter a qualidade de nossa infraestrutura. Nem isso conseguimos.
Quando questionado o por que de um cenário maravilha de um eventual segundo governo Dilma, o ministro tem a resposta (maluca) pronta:
 “Isso só é possível porque vamos dar continuidade à política industrial, que é muito importante, para aumentar a produtividade da indústria brasileira. Vamos dar continuidade à política de financiamento ao investimento, que seria eliminada se houvesse uma vitória da oposição. Refiro-me aos juros subsidiados para financiamentos através dos bancos públicos e dos bancos privados também, como no caso do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) do BNDES. Nós sabemos que o candidato a ministro da Fazenda falou que vai acabar com os subsídios, vai acabar com desonerações. Certamente o investimento vai se retrair no País com isso. Eu me pergunto, quais desonerações ele vai reverter? Sobre a cesta básica, que nós reduzimos? Da folha de pagamentos?”
 O governo atual faz política industrial desde 2004. Pergunte a qualquer empresário que você conhece se ele é hoje mais competitivo do que era em 2004? A resposta da grande maioria será não porque crédito à taxa de juros “zero” ou negativa não compensa o elevado custo Brasil, a estagnação da produtividade e a taxa de câmbio valorizada. O ministro parece que não entende isso.
A oposição não vai acabar com os subsídios, mas só alguém muito louco acha que o governo brasileiro com déficit primário teria condições de manter e ampliar o volume atual de subsídios como o governo promete e não mostra como será financiado. Gente, não dá!
O governo não tem dinheiro e todos esses subsídios não estão sendo pagos desde 2012, quando o Ministério da Fazenda editou a famosa Portaria nº. 357, de 15 de outubro de 2012 que permite o Ministério da Fazenda a dar um calote nos bancos públicos por dois anos e até mais, pois quando os subsídios passam a ser devidos não significa que precisam ser, necessariamente, pagos (já escrevi detalhadamente sobre este assunto aqui: truques com o custo fiscal do PSI – clique).
Leiam a entrevista do Ministro da Fazenda do Brasil e tentem chegar até o fim. Tive impressão que um aluno de primeiro ou segundo ano de economia conseguiria falar melhor. E vocês ainda perguntam por que crescemos pouco com inflação elevada? Só para vocês terem ideia de mais algumas pérolas do nosso ministro:
- “Se não tivéssemos tomado as medidas que tomamos nesse período de crise, como o PSI, não teríamos mantido uma taxa de investimento elevada. No ano passado, o investimento do Brasil cresceu mais de 5%.” (Quem falou que a taxa de investimento está elevada? Ela foi de 16,5% do PIB no segundo trimestre de 2014 – um desastre- e o crescimento do ano passado não recuperou a queda do ano anterior);
- “Nós achamos que é importante reduzir tributos, porque o Brasil tem uma carga tributária elevada, e é importante dar competitividade às empresas.” (como é possível reduzir tributos sem cortar gastos? O governo tentou fazer isso e nos levou a um déficit primário. É esse o tipo de politica destrutiva que a Mantega e sua equipe fazem e defendem. Isso se chama populismo);
- “É bom lembrar que, em 2002, o Brasil teve de recorrer ao FMI. Entregaram a economia com o risco Brasil de 2.412 na pontuação do Embi. Dizem que foi por causa do Lula, mas, em novembro de 1998, quando houve a desvalorização do real, estávamos com 1.500 de risco Brasil. Hoje estamos em torno de 240. O mercado, portanto, não tinha confiança no então presidente do BC e no governo da época”. (o risco Brasil disparou em 2002 porque o mercado morria de medo do ex-presidente Lula escutar as ideias da dupla Mantega e Mercadante. Lula foi muito inteligente no seu primeiro governo de preservar o ministério da fazenda. Quando colocou Mantega no ministério da fazenda houve  uma nítida piora na condução da política econômica).
Agora para terminar e fechar com chave de ouro, deixo para vocês a resposta do (ex ainda) ministro Mantega sobre responsabilidade fiscal:
 “A nossa política fiscal foi a mais responsável, porque estamos fazendo superávit primário há onze anos consecutivos, enquanto o governo FHC só fez durante quatro anos, metade do seu período. Ninguém pode questionar nossa política fiscal em termos de seriedade. Num período de crise, se faz um superávit um pouco menor. No próximo ano, já há uma proposta no Congresso de fazer um superávit primário entre 2% e 2,5% efetivos do PIB.”
Eu questiono e me desculpem a palavra. A politica fiscal do governo atual foi uma “M….”e só será possível fazer um superávit primário de 2,5% do PIB real e sem truques no próximo ano, como promete o governo, se houvesse um forte aumento de carga tributária, algo que ninguém quer. Por isso que advogo que a recuperação do primário seja feita de forma gradual.
Este governo conseguiu em quatro anos liquidar um superávit primário de 3% do PIB e baterá um recorde: o crescimento da despesa primária do governo central em pontos do PIB será equivalente (2,2 pontos do PIB) ao crescimento da despesa de 1998-2010 (2,4 pontos do PIB), ou seja, em quatro anos, a despesa crescerá o que cresceu nos doze anos anteriores ao governo Dilma.
É isso que se chama política fiscal responsável? como se diz na minha terra: “deixa de botar boneco” (para não Cearenses = deixa de brincadeira).

MARIA HELENA RUBINATO "CARA FEIA É FOME"

"Cara feia é fome". Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa*Pois não é que ela estava era com fome? Foi essa a explicação para o ligeiro mal estar que acometeu a candidata ao fim do debate.
Artigo publicado originalmente no Blog de Ricardo Noblat, 17 de outubro de 2014

Peço desculpas ao eleitor de Dilma Rousseff por ser indelicada, mas, sinceramente, foi o que mais chamou minha atenção no debate no SBT: a cara feia de dona Dilma, assustadora. Fiquei sem saber se a cara feia era da gana que ela tem quando é contrariada ou, coitada, se estava com náuseas.

Pois não é que ela estava era com fome? Foi essa a explicação para o ligeiro mal estar que acometeu a candidata ao fim do debate.

O segundo debate entre os presidenciáveis, neste segundo turno, foi como o primeiro. O que é que nos foi informado sobre os planos dos candidatos para tirar o Brasil do atoleiro em que está? Nada.

Mas ontem, no segundo debate, no SBT, pelo menos Aécio agiu como deveria ter agido no da Band. Respondeu muito bem. Desmascarou brilhantemente a malícia de dona Dilma quando ela, em vez de ser direta, foi enviesada e sugeriu que Aécio foi detido na Lei Seca por mais do que uns copos a mais... Papel feio, dona Dilma, muito feio.

... "Dona Dilma foi ridícula ao querer comparar sua mineirice com a da família de Aécio. Ela é mineira de primeira geração e Aécio é mineiro de muitas. O que não quer dizer nada sobre a capacidade deles de governar o Brasil, mas ela faz questão de se dizer mineira, assim como fez questão de, em Salvador, se dizer pardinha"...


Outro ponto que, com toda a certeza, desmorona a figura de dona Dilma, foi a denúncia contra Andrea Neves. Dona Dilma pegou em armas para defender suas ideias. Já Andrea Neves luta pelo Brasil servindo nas Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social), uma associação privada sem fins lucrativos criada em 1961 e que é muito respeitada em toda Minas.

Dona Dilma foi ridícula ao querer comparar sua mineirice com a da família de Aécio. Ela é mineira de primeira geração e Aécio é mineiro de muitas. O que não quer dizer nada sobre a capacidade deles de governar o Brasil, mas ela faz questão de se dizer mineira, assim como fez questão de, em Salvador, se dizer pardinha...

Ela adora repetir que o governo dela, ao contrário do de FHC, não esconde a sujeira em baixo do tapete. Se havia tanta sujeira, por que Lula, e depois sua excelsa herdeira, não arrancaram o tapete e mandaram lavar o chão com creolina?

O roubo escancarado na Petrobras foi tão escandaloso que nem dona Dilma teve coragem de chamar de malfeito. Ela se refere ao caso da Petrobras como um golpe contra seu governo. Antes fosse, dona Dilma, antes fosse. Mas a não ser que o Paulinho da Petrobras seja louco de pedra, por que ele vai devolver à União tanto dinheiro?

Não sei se dona Dilma curte ler Jonathan Swift. Eu sou fã desse irlandês que, entre outras coisas disse: "Quem conta uma mentira raramente se apercebe do pesado fardo que toma sobre si; é que, para manter uma mentira, tem que inventar outras vinte".

Aguardo ansiosa o próximo debate. Quero ver que outras fábulas dona Dilma e seu marqueteiro vão fiar. 

* Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa* - Professora e tradutora. Vive no Rio de Janeiro. Escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005. Colabora para diversos sites e blogs com seus artigos sobre todos os temas e conhecimentos de Arte, Cultura e História. Ainda por cima é filha do grande Adoniran Barbosa. 
https://www.facebook.com/mhrrs e @mariahrrdesousa

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

8 SINAIS DE QUE VOCÊ PODE ESTAR COM DEPRESSÃO

Saúde mental

8 sinais de que você pode estar com depressão

Doença, que atinge cerca de 10% dos brasileiros, é caracterizada por conjunto de sintomas que vão desde tristeza duradoura até problemas para dormir

Vivian Carrer Elias
Depressão: Doença pode dificultar concentração e raciocínio, prejudicando o desempenho no trabalho e nos estudos
Depressão: Doença pode dificultar concentração e raciocínio, prejudicando o desempenho no trabalho e nos estudos (Thinkstock/VEJA)
A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é mais prevalente entre mulheres. No Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, a moléstia carrega estigmas que dificultam seu diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento adequado.
O primeiro deles está no fato de a depressão ser um transtorno mental. "Percebemos que o preconceito com as doenças mentais faz com que muitos pacientes, principalmente os homens, demorem a aceitar que têm o problema e a procurar um médico, atrasando o tratamento", diz Rodrigo Martins Leite, psiquiatra e coordenador dos ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. 
Limite — Além do preconceito com os transtornos mentais, a dificuldade de interpretar os sintomas faz com que uma pessoa demore a procurar ajuda. Os sinais podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano, como tristeza, indiferença e desânimo. Esses sentimentos passam a configurar um quadro de depressão clínica quando a variação do humor começa a afetar negativamente vários aspectos da vida do paciente — da produtividade no trabalho e nos estudos às relações com outros indivíduos, passando pela qualidade do sono e a disposição física para realizar as atividades do dia a dia.
"Muitas vezes é difícil diferenciar a tristeza comum da depressão. O humor das pessoas nunca é constante, sempre vai existir uma variação. Uma situação negativa pode desencadear tristeza, luto. Isso é diferente da depressão clínica, que é uma síndrome que vem acompanhada por outros sintomas", explica Mara Fonseca Maranhão, psiquiatra da Unifesp e do Hospital Albert Einstein.
Definição — Os critérios atuais para diagnóstico da depressão — estipulados por entidades médicas como a OMS e a Associação Americana de Psiquiatria — determinam que, para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno. Entre eles, um deve ser obrigatoriamente o humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos) ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas podem incluir alterações no sono, no apetite ou no peso, cansaço e falta de concentração, por exemplo.
Segundo o psiquiatra Rodrigo Leite, os critérios dizem que esse conjunto de sintomas deve ser apresentado pelo paciente na maior parte do dia, todos os dias e durante pelo menos duas semanas para que seja considerado como sinais de depressão. Por isso, estar atento a sintomas como esses — e a duração deles — é importante para que uma pessoa procure um médico e saiba se precisa ser submetida a um tratamento.
Doença do corpo — As causas exatas que levam à depressão ainda não são completamente conhecidas. "Sabe-se que situações como problemas financeiros ou conjugais, desemprego e perda de um ente querido alteram estruturas cerebrais que são sensíveis a hormônios relacionados ao stress, especialmente ao cortisol. Com isso, há um desequilíbrio no cérebro que desencadeia os sintomas depressivos", explica Leite.
Apesar disso, a depressão não é uma doença apenas do cérebro – e levar esse fato em consideração é essencial para o sucesso do tratamento. "As pessoas precisam saber que, diferentemente do que se pensava antes, a depressão não afeta apenas o cérebro, e o tratamento não depende exclusivamente de antidepressivos. Hoje, sabemos que essa é uma doença de todo o organismo", diz Rodrigo Leite.
De acordo com o psiquiatra, cada vez mais a ciência mostra que a doença está relacionada a problemas como baixa imunidade, alterações dos batimentos cardíacos e acúmulo de placas de gordura no sangue. Ou seja, a depressão é também um fator de risco a doenças como as cardíacas, incluindo infarto e aterosclerose. "Ainda não está claro de que forma a depressão leva a essas condições, mas sabemos que a relação existe", diz Leite.
Por esse motivo, o tratamento da depressão não deve incluir apenas antidepressivos. "Pessoas com depressão também precisam evitar hábitos como sedentarismo, tabagismo e má alimentação, que predispõem mais ainda uma pessoa a doenças cardiovasculares. Os pacientes devem saber que mudar esses hábitos é tão importante no tratamento quando os medicamentos."
Os psiquiatras alertam que as pessoas, assim que notarem que apresentam sintomas depressivos — e que eles são duradouros —, devem consultar um médico. "O tratamento contra a depressão com antidepressivos, psicoterapia e mudanças de estilo de vida é eficaz, principalmente se for iniciado precocemente", diz Mara Maranhão.

Oito sintomas de depressão

1 de 8

Alteração do humor

O principal sintoma da depressão é o humor deprimido, que pode envolver sentimentos como tristeza, indiferença e desânimo. Todos esses sentimentos são naturais do ser humano e nem sempre são sinônimo de depressão, mas, se somados a outros sintomas da doença e persistirem na maior parte do dia por ao menos duas semanas, podem configurar um quadro de depressão clínica. “O humor deprimido faz com que a pessoa passe a enxergar o mundo e a si mesma de forma negativa e infeliz. Mesmo se acontece algo de bom em sua vida, ela vai dar mais atenção ao aspecto ruim do evento. Com isso, o paciente tende a se sentir incapaz e sua autoestima diminui”, diz o psiquiatra Rodrigo Leite, do Instituto de Psiquiatria da USP.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MARIO GUERREIRO - OS QUATRO FUNDAMENTOS DO ISLAMISMO

Allah_simbolo_islamismoComo se sabe, o islamismo, por sua própria formação, recusa-se a ser uma religião universal. Digo isto porque penso que uma religião universal deve reconhecer que todos os homens são iguais perante Deus.
Complementou esse princípio religioso o princípio de igualdade jurídica, de acordo com o mesmo todos os homens são iguais perante a lei.
Além dessas duas formas de igualdade, temos ainda outras duas: a igualdade da matemática e a igualdade produzida pela morte: somos todos iguais perante os vermes da terra. “Pó és e ao pó voltarás”. Mas igualdade social é pura utopia socialista.
Ocorre que, para o islamismo, existem dois tipos de seres humanos: os islamitas e os não islamitas, ou “infiéis” (judeus, cristãos, budistas, etc.).
O islamita tem a obrigação de rezar 5 vezes ao dia, com a cabeça voltada para Meca, num tapete de preferência verde porque verde é a cor sagrada do Islã.
E ao menos uma vez na vida fazer uma peregrinação (Hadji) à Meca e circular em torno da Caaba, uma pedra que caiu dos céus branca, mas que ficou preta por causa dos pecados humanos. Teria sido um simples meteoro?
Mas os muçulmanos não aplicam a si mesmos as regras que aplicam aos infiéis. Essa estória é nossa velha conhecida: “Aos amigos tudo; aos inimigos o frio rigor da lei”. “Uma lei para si e outra para os outros”.
E é por esse particularismo que sua “ética” não pode ser universalizada.
Engana-se redondamente quem pensa que eles não têm ética. Eles têm, mas o problema é que ela só se aplica a quem é muçulmano. Para os infiéis, as regras são outras.
Nisto eles em nada diferem da Máfia. Mafiosos também têm um código de honra: a omertà, com regras claras e bastante explícitas.
Por exemplo: mafioso não pode roubar outro mafioso. Mafioso deve obediência cega ao “padrinho da família”, entenda-se: o chefão da quadrilha.
Mas se um mafioso rouba e/ou mata um não mafioso, está tudo bem. É escusado dizer que todas as regras daomertà não admitem reciprocidade em relação aos não mafiosos. Só valem para uso interno.
Tal como a “ética” muçulmana, ela só tem validade para um grupo ou comunidade humana, não para quaisquer outros fora dela.
E é justamente por isso que tanto as regras dos muçulmanos como as da Máfia não são universalizáveis, mediante regras gerais tais como: “Não matar”, “Não roubar”, “Não prestar falso testemunho”, etc. extensíveis a todos os seres humanos sem exceção.
DezMandamentos_RembrandtEssas regras gerais já estavam nos Dez Mandamentos da Lei Mosaica, mas foram endossadas pelo Direito Romano e, após receberem importantes exceções, como a legítima defesa, o furto famélico, etc., passaram a fazer parte dos códigos legais de todos os países civilizados.
Supomos que os direitos dos países muçulmanos (árabes, indonésios, etc.), baseados que estão em Al Koran (A Recitação), contêm os mesmos princípios.
Mas assim como os romanos tinham direitos aplicáveis tão somente aos cidadãos romanos, e para os estrangeiros havia um direito distinto – o Jus Gentium –, os direitos dos países muçulmanos aplicam-se somente aos muçulmanos.
Mas como são os “infiéis” encarados pelos islamitas? Ora, aos infiéis se aplicam quatro regras necessariamente na ordem a seguir:
Regra 1: Tentar convertê-los à única religião verdadeira: o islamismo. (Como se vê, eles não são ecumênicos.) Caso resistam à conversão, então…
Regra 2: Pagar tributos aos muçulmanos pelo simples fato de serem “infiéis”.
Regras 3: Caso se recusem a pagar, por atos de desobediência civil, ou por qualquer outro motivo, deverão ser transformados em escravos.
Regra 4: Caso isso não seja possível, por qualquer motivo, serão mortos.
Em relação especificamente a Israel, como não conseguiriam aplicar nenhuma das três primeiras regras, eles estão aplicando a quarta: exterminar todos os judeus. E depois, pelo mesmo motivo, todos os cristãos.
Se você ficou chocado com esse grau de intolerância e de selvageria, fique sabendo que isso funciona assim desde a época de Maomé (570-622 a.D) até a época da globalização.
Na Idade Média, cristãos e muçulmanos eram muito parecidos em seu fanatismo e intolerância. Durante a época das Cruzadas, ambos diziam estar fazendo uma “guerra santa” (jihad em árabe). Chamavam uns aos outros de “infiéis”, etc.
Um dos primeiros passos dados pelo mundo ocidental foi a laicização do Estado, ou seja: o Estado ficou independente da religião e os soberanos europeus não invocavam mais o direito divino dos reis.
No mundo islâmico isso não ocorreu até hoje! Seus regimes políticos são inseparáveis da religião; seus soberanos, além de reinarem pela Vontade de Allah, são absolutistas, ou seja: fazem o que bem entendem sem prestar contas a ninguém. Só prestarão contas a Allah, no dia do Juízo Final.
A propósito: “Califa” em árabe quer dizer “sucessor” (do primeiro califa, isto é: Maomé).
Em síntese: no passado fomos muito parecidos, mas nós mudamos no curso da história, e eles continuaram na Idade Média! Basta ver o modo como eles encaram as mulheres todas vestidas de preto e cobertas da cabeça aos pés, como se fossem freiras.
Se eles tratassem suas mulheres desse modo em sua cultura, não teríamos nada a ver com isso. Acontece que eles imigram para países ocidentais e pretendem viver neles como se estivessem nos seus.
Já ocorreu nos EEUU, uma muçulmana que queria tirar carteira de motorista de burca. Como o funcionário do departamento de trânsito não aceitou tal coisa, ela esbravejou alegando discriminação religiosa. Pode?
burca_Group_of_Women_Wearing_BurkasPor esta mesma época na Arábia Saudita, as mulheres fizeram uma marcha de protesto reivindicando o direito de dirigir. Mas não creio que sua demanda incluísse tirar carteira de burca…
Os muçulmanos não dão a menor importância ao antigo dito: “Entre os persas, comporte-se como um persa, entre os gregos como um grego e entre os romanos como um romano”.
Mas a recíproca não é válida: quando um ocidental vai para um país muçulmano, ele deseja se comportar como um cidadão muçulmano.
Só cometerá uma infração por desconhecimento, por não saber o que ele não pode fazer. Por exemplo: dar um beijo na boca em público. Isto é haram (proibido, pecado), coisa do Grande Satã, i.e. o Ocidente.
Devemos a Samuel Huntington um importante livro: O Choque de Civilizações, conflito este que, para ele, está ocorrendo entre a civilização ocidental – Israel incluso, apesar de estar no Oriente Médio – e a civilização muçulmana, incluindo a Indonésia, o maior país islâmico do mundo, e parte da Índia.
É preciso acrescentar que nem todos os islâmicos são árabes e nem todos os árabes são islâmicos. Há árabes cristãos maronitas e ortodoxos, i.e. pertencentes à Igreja Ortodoxa com sua sede em Istambul, a antiga Constantinopla.
Huntington diz que, após o fim da guerra fria, o mundo adquiriu uma nova bipolaridade: civilização ocidental e seus costumes e civilização muçulmana e os seus.
Não vou discutir se o que está em jogo é uma bipolaridade que sucedeu a anterior, o Bloco Ocidental liderado pelos EEUU e o Bloco Oriental liderado pela URSS, ou se a bipolaridade foi substituída por uma multipolaridade, como querem alguns.
Mas discordo de Huntington quando ele fala em civilizações diferentes, cada qual com costumes e instituições, não só são diferentes como também incompatíveis.
Segundo penso, o conflito sempre existiu em todas as épocas da História, porque se trata de um forte atrito entre civilização e barbárie.
Se hoje a barbárie é representada pelo islamismo, ontem foi representada por outros povos.
Muralha_da_China_em_JinshanlingO primeiro imperador da China mandou construir a Muralha da China, para proteger seu país civilizado das invasões dos bárbaros mongóis vindos do norte.
Juntamente com a China, o Egito foi uma das primeiras civilizações, mas estava sempre em luta com povos bárbaros que invadiam o reino do faraó, embora hoje no atual Egito os bárbaros estejam dentro desse país muçulmano. Vide a Irmandade Muçulmana proscrita pelos próprios egípcios.
A Grécia foi uma civilização notável: um dos três pilares da nossa civilização, juntamente com Roma e com a cultura hebraico-cristã. Mas a Grécia era sempre invadida pelos persas, povos bárbaros vindos do Oriente.
Na realidade, a civilização tem coexistido com dois grupos de bárbaros: os que são resquícios da barbárie dentro da própria civilização atentando contra a mesma e os que vêm de fora com o intuito de destruí-la.
Se o leitor não ficou convencido do que estou afirmando com base somente nos Quatro Fundamentos do islamismo, vou mencionar mais alguns fatos para fortalecer minha afirmação.
O mundo se voltou quase todo contra Israel quando a mídia mostrou o efeito dos bombardeios na Faixa de Gaza. Nem alvos não militares foram poupados pelas bombas israelenses matando, assim, civis: velhos, mulheres e crianças.
O que as pessoas não foram informadas, ou mesmo querem ignorar por antissemitismo e antissionismo, é que Israel sempre avisa aos palestinos os lugares e a que horas ele vai bombardear.
Se por acaso é um alvo não militar – uma escola, uma mesquita, etc. – Israel o bombardeia porque sabe que ele contém mísseis e estes estão apontados para o território israelense.
Além de colocar armamentos em escolas, mesquitas e hospitais, os palestinos, sob a liderança despótica de Al Hamas, ainda colocam crianças e mulheres de seu próprio povo como escudos humanos!
Nas escolas palestinas, as crianças, desde os 6 anos de idade, são doutrinadas a morrer pelo Islã. Aliás, “Islã”, em árabe, significa “submissão” – submissão de todos os muçulmanos à Vontade de Allah, submissão da esposa e filhos em relação ao marido, seu proprietário, juntamente com camelos e demais utensílios.
Essa “Vontade de Allah” é semelhante à Vontade Geral de J.J. Rousseau. Não se identifica com a Vontade da Maioria em regimes democráticos porque um só homem – um tirano na Europa do século XVII ou um Xeique (Emir ou Califa) pode encarná-la e expressá-la.
No caso dos Palestinos, a Vontade de Allah é o que o Hamas diz que é e quem contrariá-la será visto como insubmisso à Vontade de Allah – o maior de todos os pecados para o islamismo.
Na realidade, “escudos” não é a palavra apropriada, porque um escudo é uma arma de defesa e estes deles nada podem fazer contra explosões provocadas por mísseis.
Por que então eles adotam essa prática inócua, do ponto de vista bélico defensivo? Porque seu objetivo não é a defesa, mas sim o ataque. Não o ataque em termos militares, mas sim um ataque da propaganda na mídia.
Gaza_bombardeada_The_home_of_the_Kware_family_after_it_was_bombed_by_the_militaryA toda hora aparecem na TV os escombros produzidos pelos mísseis israelenses, geralmente acompanhados de comentários hipócritas e cínicos do tipo: “Vejam até onde vai a crueldade de Israel contra um inimigo mais fraco!”.
E as pessoas se sensibilizam e ficam sempre do lado mais fraco, sem se indagar quem são os verdadeiros responsáveis pela destruição de alvos não militares.
Ora, alvos militares são geralmente pontes, artilharia antiaérea, depósitos de armamentos, aeroportos militares, etc.
Uma igreja e uma escola não foram criadas com finalidades bélicas, mas se são colocados explosivos e mísseis dentro ou muito próximos delas, elas passam a ser alvos militares como quaisquer outros.
Não creio que a Convenção de Genebra não pense desse modo. Tenho razões para acreditar que Israel está fazendo uma guerra defensiva e obedecendo estritamente à ética militar.
Mas pensem bem até que ponto chegaram os fundamentalistas islâmicos que não hesitam nem por um minuto em sacrificar civis do seu próprio povo, para ter vitórias na mídia, uma vez que sabem não poder ter uma vitória militar contra um país muito mais forte e competente do que o deles.
Israel possui um exército muito bem preparado para se defender e se vê obrigado a participar do jogo sujo proposto pelos palestinos. São sempre eles que iniciam os intermináveis bombardeios a Israel.
Se há uma “desproporção” nas mortes de ambos os lados, isto não se dá pela crueldade israelense, mas sim por uma competência militar muito superior à dos palestinos.
Israel avisa sobre os alvos a serem atingidos, de tal modo que os civis possam ser evacuados e ninguém ser atingido. Os palestinos não avisam seus alvos: lançam mísseis inesperada e indiscriminadamente sobre cidades israelenses.
Seu estrago só não é maior porque Israel tem uma coisa da qual os palestinos carecem: um bom sistema antimísseis, para interceptar e destruir os mísseis palestinos no ar. Mesmo assim, alguns conseguem escapar e destroem alvos não militares onde não há escudos humanos, mas sim vítimas civis israelenses.
Nos insaudosos tempos da guerra fria (1945-1991), todos os países do mundo tinham que se alinhar com os EEUU ou com a URSS (Tertium nom datur). Esse negócio de “política externa independente” foi uma lorota do Itamaraty só aceita por desconhecedores da política internacional e pelos parvos que pululam neste País.
Neste tempo de conflito de “civilizações”, todos os países do mundo têm que se alinhar com a civilização ocidental (incluindo Israel e o Japão atual) ou se alinhar com a barbárie (incluindo países islâmicos e fundamentalistas de esquerda em todo o Ocidente).
O Brasil já fez sua opção desde o tempo em que apoiava Ahmadinejad, aquele líder raivoso iraniano que queria “empurrar Israel para o mar” e para quem o Holocausto nunca existiu:
Foi uma criação cinematográfica ordenada pelo general Eisenhower que, diante de um campo de concentração, após a Segunda Guerra, deu uma ordem e fez uma profecia:
Campo_concentracao_Bergen_belsen_April_1945“Fotografem e filmem tudo. Quero tudo muito bem documentado porque ainda chegará um dia em que um idiota dirá que isso nunca existiu”.
O dia chegou e o idiota Ahmadinejad fez a referida afirmação! E pensar que este facínora tem muitos admiradores no Brasil, a começar por Lula e pelos fundamentalistas das esquerdas.
Muita coisa mudou no período pós-guerra fria, após a dissolução da URSS (1991). Mas outras tantas em nada se modificaram.
Por exemplo: quando eu afirmo que o comunismo internacional é aliado de ditadores cruéis como Bashar Al-Assad, da Síria, e de todos os grupos terroristas muçulmanos, garanto que não estou tomado pela teoria conspiracionista.
Desde os tempos da guerra fria que essa aliança está em jogo. Um exemplo disso é a invasão de Israel pela RAU (República Árabe Unida composta de Egito e Síria). O líder da RAU, o egípcio Gamal Abdel Nasser, era apoiado pela finada União Soviética e Israel, apoiado pelos EEUU.
E por acaso hoje essas alianças mudaram? Não porque estamos diante de um conflito de muito maior magnitude: Civilização X Barbárie.
A Invasão dos Bárbaros, este foi o título que Guy Sorman deu a um livro em que examina os efeitos negativos da imigração islâmica na Europa e, particularmente, na França.
Com os europeus tendo em média 1,5 filho e os imigrantes islâmicos tendo em média 6 filhos – e supondo que esse ritmo de crescimento se mantenha – dentro em breve os muçulmanos serão maioria em muitos países da Europa.
Sendo maioria, elegerão representantes políticos que abolirão gradativamente as leis de seus países de adoção e colocarão em seus lugares as leis da Shariah, com as bênçãos de Allah.
Diante desse quadro grotesco, tomar partido por Israel é tomar partido pela civilização em sua luta contra a barbárie islâmica e seus aliados das esquerdas caquéticas dando tiros nos seus próprios pés!
Neste sentido, concordo inteiramente com o que li no Blog do César Maia, em 11/8/2014, como resposta da Chancelaria de Israel ao governo brasileiro:
“O Governo de Israel, que vem exercendo seu legítimo direito à autodefesa, expressa profunda estranheza face à postura crítica do governo do Brasil, por sua ingerência, indevida e ilegítima, em seus assuntos internos, tais como o são a proteção à sua população, vítima de ataques terroristas diários, pelas razões a seguir expostas:
1) O governo do Brasil tem aliança com governos autoritários, totalitários e repressivos, que não permitem eleições nem o pluripartidarismo, chegando inclusive a financiá-los, e por consequência financiando a repressão e morte de opositores a tais governos;
2) O governo do Brasil tem contra si inúmeras denúncias de atos de corrupção comprovados, o que atenta contra seu próprio povo, em última análise.
3) O governo do Brasil é exercido por um partido que tem membros fundadores hoje na prisão, envolvidos diretamente em escândalos de corrupção mundialmente conhecidos.
4) Se o governo do Brasil supostamente preocupa-se tanto com vítimas de conflitos, que atente para os milhões de brasileiros mortos, vítimas de roubos, assaltos e de uma criminalidade fora de controle